O Instituto C. G. Jung de MG é uma instituição de formação e desenvolvimento de analistas, filiada à Associação Junguiana do Brasil - AJB e à Associação Internacional de Psicologia Analítica - IAAP.
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Biblioteca

Senzalas, fotos Victor Frond, Rio de Janeiro 1859
SEGUNDAS-FEIRAS 20 horas Pontualmente
12/12/11- CULTOS AFRO-BRASILEIROS: A BUSCA DE UMA TEOLOGIA PLURALISTA.
Franciscus Henricus Van der Poel (F. Chico). Curso superior de filosofia (em Venray) e Teologia (em Wijchen). Curso de Música no Conservatório regional (Wijchen), na Holanda. Pesquisador e autor de publicações sobre religiosidade popular, cujo acervo principal se encontra na biblioteca dedicada ao seu trabalho na PUC MINAS. Autor do Dicionário da Religiosidade Popular, em fase final de editoração.
Local: ASSOCIAÇÃO MÉDICA DE MINAS GERAIS
Endereço: Av. João Pinheiro, 161 - Belo Horizonte
Horário: 20h Ingressos no local
Informações: 3286-1105 institutojung@gmail.com

Centauro Quíron
OS MITOS DE QUÍRON, ASCLÉPIOS E A PRÁTICA CLÍNICA
Data: 03 de Dezembro 2011 -Sábado
Local: Faculdade de Medicina da UFMG - Sala 826
Horário: 11:00 horas
ABERTO AO PÚBLICO
Informações: Tel. (31) 3286-1105 ou
e-mail: institutojung@gmail.com









Após o sucesso de seu lançamento em Belo Horizonte, o livro Nos Sertões de Guimarães Rosa, organizado por Carlos Alberto Corrêa Salles, será lançado em São Paulo, no dia 12 de maio, na Livraria da Vila, no horário de 18h30 às 21h30, no Shopping Cidade Jardim, na Av.Magalhães de Castro, 12000. Pista local Marginal Pinheiros – 3755-5811 - SÃO PAULO, SP.


Organizador: Dr. Carlos Alberto Corrêa Salles
AUTORES:
Alberto André Delpino de Mendonça.
Médico. Psiquiatra. Analista Formado pelo Instituto C. G. Jung MG. Membro da AJB e da Associação Internacional, IAAP.
Carlos Alberto Corrêa Salles.
Médico. Psiquiatra. Analista formado pelo C. G. Jung-Institut Zürich, na Suíça. Fundador do Instituto C. G. Jung MG e da Associação Junguiana do Brasil. Autor de diversas publicações internacionais.
Eugênio Marcos Andrade Goulart.
Professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais e Diretor de Publicações do Projeto Manuelzão da UFMG.
Fábio Lucas.
Professor, ensaísta, tradutor, ficcionista, crítico literário, autor de várias publicações. Membro das Academias Mineira e Paulista de Letras.
João Amílcar Salgado.
Professor Titular de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da UFMG. Fundador do Centro de Memória da Medicina de Minas Gerais.
Luiz Oswaldo Carneiro Rodrigues.
Médico pela UFMG. Doutor em Ciências Biológicas (Biologia Molecular) pela USP. Professor Titular de Fisiologia do Exercício na UFMG. Com o pseudônimo de LOR, possui trabalhos artísticos publicados e premiados desde 1973.
Luiz Otávio Savassi Rocha.
Professor Emérito da Faculdade de Medicina da UFMG e Professor Adjunto do Departamento de Clínica Médica de FMUFMG.
Patrus Ananias de Sousa.
Ex-Ministro de Estado do Desenvolvimento Social. Professor da PUC-MG, onde leciona Legislação Social e Introdução ao Direito. Membro da Academia Mineira de Letras.
Sebastião Abrão Salim.
Médico. Psiquiatra. Psicanalista do Núcleo Psicanalítico de Belo Horizonte. Presidente da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores - Regional MG.
Palestra Sobre O Livro Vermelho
Jussara Maria de Fátima César e Melo*
O Red Book chegou às minhas mãos em novembro do ano passado, uma edição inglesa. Na época fui tomada de grande curiosidade pelo conteúdo daquele livro misterioso que havia permanecido 20 anos trancado no cofre de um banco suíço.
A curiosidade inicial pelo conteúdo do livro cedeu lugar ao pudor reverencial de manusear aquelas páginas. Aos poucos fui adentrando à intimidade de Jung sem considerar aquela atitude legítima. Afinal, Jung poderia tê-lo publicado se quisesse. Ele o manteve resguardado do público; somente a esposa e poucos amigos sabiam de sua existência. Ainda bem que eu não sou a editora responsável pela publicação do livro. Teria privado a todos nós do relato de um dos mais importantes experimentos no campo da psicologia. O Livro Vermelho é um tratado de psicologia vivo. Sinto-me grata pela publicação do livro, que considero a mais importante obra de Jung. O Livro Vermelho contém a matéria-prima das Obras Completas. Nele acompanhamos a construção da Psicologia Analítica, reconhecemos a origem de cada conceito e constatamos que a teoria psicológica de Jung, assim como as técnicas de análise que ele desenvolveu, surgiram de sua experimentação, o que ratifica sua validade.
O livro relata a experiência de Jung com o próprio inconsciente. É o registro da vivência de suas fantasias. Jung se entregou a esta experiência quando se encontrou em um beco sem saída, como ele mesmo disse. Quando não sabia mais o que pensar, substituiu o pensamento lógico pelo pensamento simbólico, deixando que a fantasia ocupasse o lugar do pensamento direcionado, favorecendo, assim, a dialética intrapsíquica. Com esta experiência Jung percebeu que o mal-estar da alma acontece quando cessa o diálogo entre a consciência e o inconsciente; isto é, quando a consciência tende para uma unilateralidade qualquer. Quando isso acontece o inconsciente atua de forma compensatória, pois sua experiência demonstrou que uma das funções do inconsciente é compensar as atitudes unilaterais da consciência, mantendo, assim, o equilíbrio psíquico.
Em seu experimento Jung evocava deliberadamente uma fantasia, em estado de alerta, e se entregava a ela, interagindo como se fosse um sonho em estado de vigília. Ele disse que “esvaziava a consciência e intencionalmente deixava que os conteúdos do inconsciente aparecessem espontaneamente, pois tudo é animado por baixo do limiar da consciência. “Às vezes, disse ele, era como se ouvisse coisas. Outras vezes, percebia que estava sussurrando para si mesmo”.
O que Jung fez com as imagens que apareciam espontaneamente nas visões, ou foram provocadas intencionalmente? Ele viveu as fantasias de forma literal, estabeleceu diálogo com as imagens, as desenhou e pintou, mas na hora de interpretá-las ele as examinou de forma simbólica. Este procedimento tornou-se uma técnica da análise que Jung denominou de imaginação ativa. Ao longo das Obras Completas, principalmente no volume 7, Jung faz recomendações para o uso desta técnica, e nós reconhecemos no Livro Vermelho a sua origem e praticidade.Quando Jung traduziu suas experiências para a linguagem psicológica e refletiu sobre o significado e os aspectos gerais de sua atividade, surgiram daí os principais conceitos da Psicologia Analítica, como os complexos autônomos. O que se apresentou a Jung como visões foram imagens arquetípicas consteladas em seus complexos afetivos. Um dos legados mais importantes deixados por Jung à psicologia foi a constatação de que a psique individual não pode excluir a psique objetiva, pois a psique é uma pluralidade contraditória de complexos e que a vida psicológica se expande da cooperação natural do consciente e do inconsciente.
Para que aconteça esta cooperação o inconsciente utiliza-se de símbolos que representam um ou mais conteúdos inconscientes para a mente consciente. A este movimento do símbolo Jung chamou de função transcendente. Esta função une os opostos e promove nova síntese. No Livro Vermelho encontramos vários exemplos desta função do inconsciente, como nas imagens de Elias, Salomé e a serpente. Elias e Salomé habitavam um local escuro e claro. O espaço escuro era o espaço do pensamento prévio, função mais desenvolvida por Elias e que, por isso, precisava da visão. Salomé era cega e habitava o jardim luminoso, espaço do prazer; sua função mais desenvolvida é a do sentir. Mas os opostos precisam ser equilibrados no próprio indivíduo. Nesta imaginação de Jung a serpente surge como o terceiro elemento que promove a união do pensamento com o prazer: “A serpente está entre aquele que pensa e aquele que sente”, disse Jung. (Jung, 2009, p. 248). “Que o pensador receba seu prazer e o sentimental, seu próprio pensar. Isto conduz ao caminho” (idem), pois o si-mesmo, simbolismo da totalidade, repousa sobre seus contrários. A atitude excluída da consciência está no inconsciente, portanto aquilo que se rejeita também está na natureza do indivíduo e quer participar. O ego não se opõe nem se submete ao si- mesmo; simplesmente está ligado a ele e, portanto, dele participa.
O encontro com o cavaleiro Vermelho, o diabo, e o Eremita é outro exemplo de conjunção dos opostos – o eremita saiu de seu isolamento no deserto e conheceu a alegria e o convívio social, e o diabo se converteu ao Cristianismo, tornou-se Abade e passou a dançar diante do altar, como Davi[1] dançou diante da Arca da Aliança. A dança foi sugerida ao diabo, por Jung, na primeira visão narrada no capítulo I. Estes símbolos representam o princípio da psicoterapia e a meta do processo de individuação.
Jung chamou de processo de individuação à tendência natural de realização da personalidade originária, presente no germe embrionário, em todos os aspectos, que consiste no estabelecimento e o desabrochar da totalidade potencial. No diálogo com o Eremita Amônio, tanto no deserto, quanto na floresta, na Sexta Aventura, reconhecemos o ponto de reflexão de Jung para sua recomendação posterior de que o processo de individuação inclui a realização do ser social. “O indivíduo humano, como unidade viva, é composto de fatores puramente universais, é coletivo e de modo algum oposto à coletividade (Jung, VII, § 268). O processo de individuação, portanto, exige a cooperação de todos os fatores humanos.
Em outra referência das OC Jung define individuação como “um processo de diferenciação que tem por meta o desenvolvimento da personalidade individual [...] Assim como o indivíduo não é um ser isolado, mas supõe uma relação coletiva com sua existência, do mesmo modo o processo de individuação não leva ao isolamento, mas a um relacionamento coletivo mais intenso e geral.” (Jung, VII, § 241 - nota de rodapé).
O Livro Vermelho é o relato do material empírico que participou daquilo que Jung chamou de processo de individuação, que não acontece de forma linear, é uma circumambulação do si-mesmo, um desenvolvimento para uma vida inteira. Em 1957 Jung escreveu: “Os anos durante os quais me detive nessas imagens interiores constituíram a época mais importante da minha vida. Neles todas as coisas essenciais se decidiram. Foi então que tudo teve início e os detalhes posteriores foram apenas complementos e elucidações. Toda minha atividade ulterior consistiu em elaborar o que jorrava do inconsciente naqueles anos e que inicialmente me inundara: era a matéria-prima para a obra de uma vida inteira”. (Jung, 157).
* Mestre em Psicologia. Psicóloga clínica. Especialista em Psicologia Analítica. Analista didata pelo Instituto C. G. Jung de MG. Presidente do Curatorium do Instituto C. G. Jung de Minas Gerais, Diretora de Comunicação, Publicação e Eventos da Associação Junguiana do Brasil, membro da AJB e da Associação Internacional de Psicologia Analítica. É psicanalista pela Sociedade Psicanalítica de Minas Gerais. Possui pós-graduação em Psicologia Médica pela UFMG. É graduada em Administração de Empresas. Foi professora de Psicologia Analítica do curso de Especialização em Psicologia Analítica do Instituto de Educação Continuada da PUC-Minas e do Curso de Graduação em Psicologia e supervisora de estágio da Clínica de Psicologia dessa Universidade. É membro analista e professora do Curso de Formação de Analistas do Instituto C. G. Jung de MG. Atua como analista em consultório particular. É co-organizadora do livro Sexualidade e Individuação, autora do capítulo Eros e Pathos, Editora Vetor, 2007, co-autora do livro Sonhos, do cotidiano ao arquetípico, autora do capítulo Sonho - O Teatro do Inconsciente, Editora Wak, 2010.
[1] I Cr, 15: 29. Davi dança diante da Arca da Aliança in JUNG, 2009, 276
INÍCIO DO CURSO: Março de 2011.
TÉRMINO: Dezembro de 2012.
HORÁRIO: Às segundas-feiras, de 14h às 17h40 e de 20h às 21h40.
CARGA HORÁRIA: 360h.
CUSTOS: A mensalidade será de R$820,00.
T ITULAÇÃO: O Propaedeuticum é a parte fundamental do curso de Formação de analistas e, após o término, haverá o ingresso no Programa Clínico.
RESERVAS DE VAGAS: Sugerimos fazer reservas de vagas o quanto antes, porque temos um número muito reduzido de vagas para os cursos. A reserva poderá ser feita, sem custos e sem compromisso, com o envio do nome, endereço e número do CRP ou CRM, para o e-mail do Instituto Jung.

Dr. Carlos Alberto Salles, diretor de ensino do Instituto C. G. Jung.
O Livro Vermelho de Jung é lançado na Unifenas
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Everton Marques
Assessoria de comunicação da Unifenas
Esta obra é um marco, não só na teoria Junguiana, mas na teoria de toda Psicologia, as vivências do ser humano. Para o leigo é uma história de vida e também uma obra artística.” Esta é uma das colocações do psiquiatra, fundador do Instituto C.G. Jung de Minas de Gerais e um dos fundadores da Associação Junguiana do Brasil, Carlos Alberto Correa Salles, ao se referir a importância do Livro Vermelho, de Carl Gustav Jung.
Nas livrarias brasileiras há cerca de um mês, a obra de Jung, famoso psiquiatra suíço, criador da teoria analítica ou junguiana, foi lançada na Unifenas, dentro da programação do 9º Congresso de Psicologia do campus de Alfenas. A convite da coordenação do curso, Carlos Alberto, que é alfenense, ministrou palestra sobre o livro, publicado no Brasil pela Editora Vozes.
O Livro Vermelho é o registro de Jung sobre suas vivências e observações que o levariam a criar sua teoria. O palestrante disse que a obra é a raiz do pensamento do autor, onde se encontram tópicos do processo de individuação. “Individuação que Jung definiu como ser aquilo que se é; sem adjetivos.”
Escrito entre 1914 e 1930, o livro, editado por Sonu Shamdasani, possui 404 páginas e, além da tradução, apresenta imagens pintadas pelo próprio Jung e imagens do manuscrito original. Segundo Carlos Alberto, que estudou no Institut Zürich, em Zurique, na Suíça, poucas pessoas tiveram acesso ao original, que é escrito em alemão gótico, letras chamadas iluminadas, como as dos manuscritos medievais.
O psiquiatra alfenense, que também é autor de obra literária, disse esperar que os alunos do curso de Psicologia da Unifenas compreendam que o Livro Vermelho é redigido “por alguém que passou por sofrimento e que pode falar com as pessoas e trata-las a partir da própria vivência. E Jung criou um outro conceito, que é o de ‘curador ferido’: aquele que sofre as feridas e pode tratar o outro de igual para igual”.
Outras observações
Ainda sobre a obra, o coordenador do curso da Unifenas, Márcio Moterani Swerts, afirma que o Livro Vermelho é na verdade uma preciosidade que todos os que gostam, acreditam e confiam na linha teórica da Psicologia Analítica gostariam de ter. Uma vez que ele é o livro pessoal do Jung. É nele que o autor registrou e fundamentou o processo conhecido como individuação, a partir da prática.
De acordo com Márcio, a base da teoria de Jung é embasada na seguinte colocação: “Você precisa de se realizar, de se fazer, de ser e conhecer. Naturalmente a vida já faz isso. Mas a teoria analítica dá um empurrão para que você se encontre consigo mesmo”.
A palestra do psiquiatra Carlos Alberto sobre o Livro Vermelho foi um dos momentos de maior troca de experiências dentro do 9º Congresso de Psicologia da Unifenas. “A gente pode dizer que o congresso sempre tem algumas relíquias. A gente procura trazer algo de bastante interesse para a comunidade [acadêmica]. E esse foi o ponto alto do nosso congresso.”
Legenda: (foto créditos - Galvone Oliveira)

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Foto Carlos Alberto: O psiquiatra Carlos Alberto durante a palestra para alunos e professores do curso de Psicologia da Unifenas

Belo Horizonte recebe nesta semana, 9/12, o lançamento do
livro Sonhos – Do Cotidiano ao Arquetípico.
O livro Sonhos – do Cotidiano ao Arquetípico, que será lançado
A obra se divide em duas partes. Na primeira parte, os autores articulam o sonho com os conceitos da Psicologia Analítica, como anima, animus, self, persona, transferência e sombra. Na segunda, o sonho é relacionado com a literatura, cinema e tradições religiosas, sempre sendo abordado do ponto de vista psicológico. Afinal, ele é um fenômeno psíquico que retrata a situação psicológica atual de quem sonha.
Organizado por Dulcinéia da Mata Ribeiro Monteiro, o livro conta com a participação de dois analistas mineiros. Jussara César e Melo, autora do artigo “Sonho: o teatro do inconsciente”, compara o sonho a um palco psíquico onde é encenado o mito particular do sonhador, que dramatiza todos os personagens, além de personificar o cenário, criar o enredo, dirigir a cena e assisti-la como crítico pertinente. Para ela, o sonho estabelece um diálogo ininterrupto do inconsciente com o consciente. As imagens simbólicas do sonho, mostradas como uma peça de teatro vivo, funcionam como um espelho a refletir os aspectos projetados do inconsciente, porque os conteúdos inconscientes da personalidade são como o olho, que a si mesmo não se enxerga, senão pelo reflexo em outra coisa.
“O rebaixamento do estado de consciência durante o sono permite que o inconsciente se manifeste mais livremente, por isso os aspectos negligenciados ou insuficientemente considerados pelo indivíduo em sua vida de vigília, bem como as influências inconscientes necessárias ao ajustamento psicológico e resolução de conflitos, vêm à superfície do ego como sonhos e interagem com sua parte consciente para promover o equilíbrio emocional”, afirma a autora. Para ilustrar a influência dos sonhos na vida, ao retratar a situação psicológica do sonhador, mostrando problemas e propondo soluções possíveis, a autora cita alguns exemplos de pessoas que dormiram preocupadas com algum problema e sonharam com a sua resolução.
Já Fernando Nobre, o outro autor mineiro dessa coletânea de artigos sobre o mundo onírico, faz um estudo comparativo dos sonhos abordados pelas religiões. Ele considera que as grandes religiões reprimiram, e ainda reprimem, a legítima manifestação das imagens internas, sempre que estas estiverem em desacordo com a lei. Em seu artigo “Tradição Católica e Tradições Indígenas”, ele destaca que os índios, ao contrário das crenças tradicionais, desenvolveram uma religião baseada na natureza e não possuem um livro sagrado, com regras rígidas e fixadas há séculos. Para eles não há, na natureza e na psique, conceito moral de certo e errado, bem e mal, virtude e pecado. “Pode-se dizer, portanto, que a abordagem indígena ao inconsciente e aos sonhos é mais democrática uma vez que o sonho de qualquer membro pode ser debatido pela comunidade em rituais como a Roda dos Sonhos, na qual se discute a aplicabilidade da orientação recebida durante a noite por uma criança, ou uma mulher, ou um adulto jovem”, compara.
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Jussara Maria de Fátima César e Melo
Dissertação de Mestrado em Psicologia, defendida em 23 de junho de 2008 – Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Belo Horizonte, MG.
Acesse o link abaixo:
http://www1.pucminas.br/documentos/dissertacao_jussara_de_fatima_cesar_e_melo.pdf

Carlos Alberto Corrêa Salles.
Imago Editora. Rio de Janeiro, 1990.
Estudo dos
sonhos nos processos analíticos, que leva o leitor a refletir sobre alguns dos
métodos usados na práxis junguiana, como a amplificação e a imaginação ativa
com exemplos da literatura e da mitologia, que tornam a leitura mais acessível.
Capítulos deste livro foram motivos de debates organizados e publicados pelo
International Journal of Analytical Psychology de Londres. O autor é médico,
psiquiatra, e analista formado no C. G. Jung-Institut Zurich, na Suíça. É
fundador do Instituto C. G. Jung MG e da Associação Junguiana do Brasil.
Atualmente, leciona no Instituto Jung e é conferencista convidado por diversas
instituições privadas e governamentais.
Carlos Alberto Corrêa Salles.
Imago Editora. Rio de Janeiro, 1992.
A questão do amor e seus mitos no ocidente, de Eros como função psíquica de criação, relação entre os seres, relação com o mundo circundante, e evolução. Dos Sísifos modernos realizando tarefas alienadas e sem fim, rolando incessantemente pedras montanha acima que nunca chegam ao cume, tentando encontrar um sentido criativo e de realização pessoal naquilo que fazem. Das máscaras que se usam todos os dias, para se viver e se representar perante a sociedade. Do sentido da vida e da individuação, isto é, da realização da personalidade como um todo e de ser aquilo que se é, sem adjetivos complementares. Alguns dos temas apresentados nesse livro foram publicados originalmente em alemão, no periódico Analytische Psychologie, na Alemanha.
Carlos Alberto Corrêa Salles.
Editora Record. Rio de Janeiro, 1998.
“Obra importante não só para profissionais da área, mas para todas as pessoas que desejam saber mais a respeito da realidade do comportamento humano. A escolha do conto dos irmãos Grimm, João de Ferro, de acordo com o autor, foi tomada como base e como ponto de partida para as discussões por sua riqueza simbólica e por trazer, em sua essência, a função predominante da educação do espírito. Ao se basear nesse conto, proporcionando a seus leitores um passeio mágico e fabuloso por uma infinidade de mitologias, crenças, manifestações folclóricas e religiosas dos mais distintos povos e, principalmente, de Minas Gerais. O estilo é o mesmo de As Mil e Uma Noites, e Salles explica: "Tem uma história que abre outra, e assim vai... " Com uma formação acadêmica rigorosa, Carlos Alberto Corrêa Salles imprime à obra o fascínio típico dos contadores de historias. Após formar-se em Medicina e Psiquiatria em Belo Horizonte, continuou seus estudos na Suíça com alguns dos mais conceituados discípulos diretos de Jung, no C.G. Jung-Institut Zürich. Ao voltar para seu país natal, Carlos Alberto Salles fundou o Instituto C.G. Jung de Minas Gerais e foi um dos fundadores da Associação Junguiana do Brasil, órgãos reconhecidos pela associação internacional, IAAP.” Em síntese, “Um livro de cabeceira.” (Patrícia Oliveira, Jornal dos Lagos).

Carlos Alberto Corrêa Salles e
Jussara Maria de Fátima César e Melo.
(Organizadores)
Vetor Editora. São Paulo, 2007.
Sexualidade
e individuação. Assuntos complexos num primeiro olhar, mas que este livro
consegue traduzir para o cotidiano de forma simples e, como não poderia deixar
de ser, prazerosa. Do Banquete, de Platão, ao canto das lavadeiras sem seu
ofício, passando pelas brincadeiras sexuais dos índios Camaiurá e pela cultura
libertina de Marquês de Sade, o livro faz um traçado das relações humanas tendo
como eixo a necessidade de o indivíduo “ser aquilo que se é” em todos os
aspectos, inclusive – e principalmente – na sexualidade.
A
linguagem fácil que permeia este livro - fruto das palestras realizadas no XII
Simpósio da AJB - leva o leitor a uma grande viagem pelos caminhos do
conhecimento através da lente da sexualidade humana. Da Grécia Antiga ao Vale
do Jequitinhonha, no interior de Minas Gerais, Eros entra na vida dos homens e
mostra não só a força de sua presença, mas também a dor de sua ausência.
Liene
Maciel, Jornalista.

2011- PROGRAMA INTERDISCIPLINAR - ABERTO AO PÚBLICO - DEZEMBRO 2011
- PALESTRA "O CURADOR FERIDO"
- XIX CONGRESSO DA AJB. GRAMADO, 8 a 11 de SETEMBRO de 2011
- LANÇAMENTO DO LIVRO NOS SERTÕES DE GUIMARÃES ROSA, EM SÃO PAULO
- Lançamento de O Livro Vermelho no Instituto C.G. Jung, pela Ed. Vozes
- Inscrições abertas para o Propaedeuticum do Curso de Formação de Analistas
2010- Lançamento de O Livro Vermelho, em Alfenas
- O sonho em discussão
- Lançamento do Livro "Sonhos - do cotidiano ao arquetípico"
- DISSERTAÇÃO DE MESTRADO: A (DES)ORGANIZAÇÃO PSÍQUICA E O CARÁTER NUMINOSO DA SEXUALIDADE
- SONHOS ARQUETÍPICOS
- INDIVIDUAÇÃO
- SOMOS FEITOS DA MATÉRIA DOS SONHOS
- SEXUALIDADE E INDIVIDUAÇÃO
- O Livro Vermelho, Ed. Vozes.